Sempre tive muita dificuldade de entender os vegetarianos. Como assim optar por passar a vida sem comer um belo filé e tudo mais? Cresci em uma família em que a palavra confraternização é sinônimo de churrasco. Nos fins de semana nos juntávamos em torno das linguiças, costelas, picanhas, coxinhas e corações de frango, paletas de cordeiro. Minha mãe me ensinou a rechear o pão com linguiças apimentadas e vinagrete. Até hoje fazemos isso nas reuniões de família.

Muitos churrascos depois, experimentei, a contra gosto, alguns restaurantes e cardápios vegetarianos. Comi coisa muito boa, apesar de sentir falta da carne e ter que lidar com a fome que vinha mais rápido, por mais proteína que houvesse na refeição.

Cheguei a fase de querer reduzir a carne por questões de saúde e ambientais. Ainda tento, quando o cardápio permite, colocar menos carne no prato ou substituir por outra coisa. Ainda acho sempre difícil, mas tento.

Sei que jamais vou me tornar vegetariana, apesar de tantos amigos tentarem, com ótimos e péssimos argumentos, me convencer do contrário. Enquanto tiver bons dentes não vou resistir a uma bela posta de carne rosada.

Há algumas semanas, por conta de um querido  amigo vegetariano que come pouco vegetais (!!!) resolvi me desafiar em uma receita que ele sempre falava encantado. Mais alguns amigos onívoros à mesa e experimentamos o tal risoto de morango, champagne e brie.

Tinha tudo pra dar errado, mas funcionou. Houve até um momento de silêncio, aquele em que todo mundo se ocupa só de mastigar e engolir. Dos cinco à mesa somente um vegetariano. E na panela, não sobrou nada!

A foto é do Soup & Sundae.

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