Quando se usa os termos “fashion” e “comida” na mesma linha o mais comum é falar dos problemas alimentares das modelos e de todas as questões decorrentes da estética da magreza que impera há algumas décadas.

Não me interesso por essa questão. Distúrbio alimentar nem pra menos nem pra mais é pauta por aqui. Nos interessamos por comida. E prazer.

Fala-se da magreza dessas meninas com horror, mas arrisco dizer que a maioria desses corpinhos são resultado da genética e não de alimentação restritiva.

Pelos corredores e camarins da 30ª São Paulo Fashion Week, que terminou na semana passada, o que se via eram modelos naturalmente magras. Magras de ruim! São perninhas que não se diferem coxas e canelas. Bracinhos finos e frágeis que nenhum arroz com feijão diário vai engrossar. Barrigas e rostinhos quase sem carne.

No entanto, para surpresa geral da nação, nos camarins não faltava comida. E não falamos de cenoura com alface. Tem salada sim, com macarrão. Refrigerante a vontade, sanduíches com todo tipo de pão, cachorro quente, bolos e mais bolos, queijos, suco muito bem adoçado, todas as formas de açucar e carboidratos. As vezes  até se via um buffet de sushi, uma sopinha, mas o que tivesse chocolate na receita sempre acabava primeiro.

Dizem ainda por aí que a übermodel Gisele Bündchen, dona de um dos corpos mais bonitos e valiosos do mundo, pediu uma coisa só no seu camarim exclusivo: Coxinha.

A foto belíssima é do último bolinho de chocolate do buffet que alimentava a equipe no backstage do desfile do André Lima. A querida Pati Stavis fez de presente para o blog.

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