Não precisa ser muito bom de matemática pra perceber que 24 horas em um dia é muito pouco. Pelo menos oito horas de sono pra funcionar nas outras 16, mais oito horas que a gente troca por dinheiro (para a maioria das pessoas, pelo menos). De um dia lindo de sol como o de hoje sobram oito horas, muito consumidas por tomar banho, escovar os dentes, ir de um lugar ao outro, academia, pagar contas e, entre outras coisas, comer.

Então eu penso: comer precisa ser um momento de prazer e satisfação. Não dá pra engolir a ração do bandejão com suco de máquina de segunda à sexta. Café da manhã, almoço e jantar não precisam entrar na conta de horas a menos do dia, são momentos que podem entrar nas horas a mais, dessas poucas pra gente mesmo (os assalariados, pelo menos). Tudo bem, o bolso não aguenta comer no bistrô francês no almoço e preparar para o jantar uma massa fresca todos os dias. Mas fica tão melhor passar a semana comendo algo fresquinho, saboroso, fora da praça de alimentação, sem o barulho e cheiro de ovo frito do PF.

Comer bem deixa tudo melhor. Parar uma hora e comer. Degustar. Vale levar a marmita pra comer embaixo da árvore na praça, andar um pouquinho mais de vez em quando até aquele restaurante menos trash, preparar um pouquinho mais no jantar de sábado e guardar pra semana, comer cada garfada devagar, e não com a caixinha entre o teclado e o mouse do computador.

Se não, são só mais duas, três horas à menos das 24 que a gente já não tem. Faz a conta!

A delícia comendo na foto foi fotografada pela Jadedrop.

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